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Dor lombar: entenda o que causa e como evitá-la

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Considerada a dor mais comum entre os brasileiros, a dor lombar atinge cerca de 16% da população ativa, segundo pesquisa publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2020. Postura inadequada e sobrecarga são alguns dos fatores que podem desencadear dores na região lombar, problema que afeta grande parte das pessoas em algum momento da vida. Essa dor atinge a parte inferior das costas, acima dos glúteos e, normalmente, é caracterizada como multifatorial, ou seja, não há uma causa específica.

O mais comum é que a dor lombar esteja atrelada à vícios posturais e mal uso da coluna. Essas situações podem agravar e levar a problemas mais sérios como hérnias de disco, artroses e ocasionar outro tipo de dor. Há também causas específicas, mais raras, a exemplo de tumores, fraturas, inflamações e infecções.

 A dor na região inferior das costas pode vir associada à dificuldade de movimentação da coluna e à sintomas neurológicos, tais como dormência, formigamento ou perda de força nos membros inferiores e pode ser classificada como aguda, subaguda e crônica – dependendo da duração da dor.

“É possível evitar esses sintomas através do controle de peso, com dieta saudável, boa postura durante as atividades diárias, prática de exercícios físicos regulares e sono restaurador”, afirma o Dr. Marcelo Amato, médico neurocirurgião, especialista em endoscopia de coluna e cirurgia minimamente invasiva da coluna

 

Em relação aos exercícios físicos, as orientações podem variar e devem ser individualizadas. Para os casos de hérnia de disco, por exemplo, existe risco em realizar exercícios com carga axial ou flexão da coluna lombar. Já em situações de tensão muscular, práticas de alongamento e relaxamento da musculatura lombar, glúteos e membros inferiores podem resultar em alívio da dor. Existem casos de artrose avançada, quando há compressão dos nervos da coluna, em que exercícios com a lombar em flexão, como pedalar, podem propiciar conforto.

Para o Dr. Amato, uma dor forte, que não melhora com analgésicos, pode ser um sinal de alerta para problemas mais sérios relacionados à região lombar. Além disso, é importante manter a atenção em situações de dor que irradia para as pernas e para os sintomas neurológicos como formigamento, dormência ou perda de força nas pernas ou nos pés.

O diagnóstico da dor lombar é clínico. Exames de imagem, como a ressonância magnética, podem auxiliar na identificação das causas e até mesmo apontar alguma doença mais grave que esteja ocasionando o problema. No entanto, a prevenção é o principal tratamento para a dor lombar sem causa específica. Após resolução da dor aguda com medicamentos, fisioterapia, procedimentos pra dor ou cirurgia, o indicado é iniciar uma fase de reabilitação com reeducação postural, exercícios físicos e hábitos de vida saudáveis.

Sobre Dr. Marcelo Amato – Graduado pela USP Ribeirão Preto e doutor pela USP São Paulo, o médico neurocirurgião Marcelo Amato é especialista em endoscopia de coluna e cirurgia minimamente invasiva de crânio e coluna. Doutor em neurocirurgia pela Universidade de São Paulo (FMRP-USP). Especialista em neurocirurgia pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) e pela Associação Médica Brasileira (AMB). Neurocirurgião referência do Hospital de Força Aérea de São Paulo (HFASP) desde 2010.

Possui publicações nacionais e internacionais sobre endoscopia de coluna, neurocirurgia pediátrica, tumores cerebrais, cavernomas, cistos cerebrais, técnicas minimamente invasivas, entre outros. É diretor do Centro Cirúrgico do Amato – Hospital Dia.

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