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Como está a sua imunidade? Conheça os exames que mostram alterações na saúde

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Quando falamos de cuidados com a saúde, o fortalecimento do sistema imunológico sempre vem à mente, principalmente depois do início da pandemia do coronavírus, quando a população passou a se preocupar ainda mais em proteger o organismo de invasores. Dietas balanceadas, suplementos vitamínicos e mudanças de hábito são algumas das maneiras que a população encontra para fortalecer a imunidade. Mas você sabe realmente como ela está?

O sistema imunológico é formado por órgãos e células que trabalham para proteger o organismo contra infecções por micro-organismos, como vírus e bactérias. Pessoas que apresentam quadros de infecções de repetição geralmente estão com a imunidade comprometida e existem alguns exames de sangue que podem mostrar qual é o problema. O Leme, unidade de medicina diagnóstica da Dasa em Salvador, conta com esses exames no portfólio e a diretora médica do laboratório, Marla Cruz, esclarece como os principais funcionam:

 

Hemograma

O hemograma é um dos principais exames de sangue e tem como objetivo avaliar as células que fazem parte do tecido sanguíneo do paciente. Ele analisa informações específicas dos glóbulos brancos (leucócitos), glóbulos vermelhos (hemácias) e plaquetas (coagulação).

Entre as doenças que um hemograma completo pode diagnosticar estão: anemia, leucemia, infecções virais e bacterianas e alergias, além de problemas de coagulação.

Na avaliação da imunidade, é preciso prestar atenção nos leucócitos, onde estão os linfócitos e neutrófilos, células importantes do sistema imunológico. Se elas estiverem presentes em baixa quantidade no sangue, pode ser sinal de deficiência na imunidade, deixando o organismo mais suscetível a infecções.

Proteínas totais e frações

As proteínas são estruturas muito importantes para o bom funcionamento do organismo. A dosagem das frações, que consiste no fracionamento das proteínas em dois grandes grupos, de albumina e outro com as restantes, em que a maior parte é de globulina, é importante para fazer um diagnóstico mais preciso. A globulina tem a função no transporte de metais, lipídeos e bilirrubina, bem como papel na imunidade (fração gama). A baixa de albumina é encontrada em patologias hepáticas, doenças crônicas e em situações que levem à perda proteica, como doenças intestinais e desnutrição.

Imunoglobulinas

Outro exame que pode ajudar a diagnosticar e a tratar pessoas com alergias crônicas e quadros frequentes de infecções é o exame de imununoglobulina. Com uma amostra de sangue, é possível analisar a presença de anticorpos produzidos pelo sistema imunológico do paciente e em qual quantidade. Desta forma, com os resultados da análise do exame, é possível identificar doenças relacionadas à baixa imunidade. Alergias, hepatites e infecções virais, bacterianas e parasitárias são alguns exemplos.

São cinco os tipos de imunoglobulina analisados no exame:

  • Imunoglobulina A: anticorpos presentes nas secreções genitais, urinárias, intestinais e do sistema respiratório.
  • Imunoglobulina D: resultados alterados de Imunoglobulina D podem ser indícios de doenças autoimunes. Refere-se aos anticorpos presentes nas células de defesa do organismo.
  • Imunoglobulina E: resultados alterados podem indicar reações alérgicas a elementos específicos.
  • Imunoglobulina G: imunoglobulina que indica infecções no tecido nervoso e esclerose múltipla.
  • Imunoglobulina M: é o principal tipo de anticorpo do organismo e pode medir o estágio de doenças infecciosas.

Linfócitos T e B

Também realizado por amostra de sangue, o exame de Linfócitos T e B tem como objetivo identificar e avaliar deficiências imunológicas congênitas de linfócitos B, deficiências combinadas de imunidade humoral e celular e deficiências celulares do timo, órgão que produz um hormônio que faz com que os linfócitos trabalhem para proteger o organismo contra invasores. Os linfócitos são as células que produzem anticorpos. Alterações nos resultados significam alterações no sistema imunológico e devem ser investigadas por um médico.

 

Complemento total

O exame de Complemento total é utilizado para diagnosticar doenças autoimunes agudas ou crônicas, como o lúpus, e para identificar a causa de infecções de repetição. Por meio de uma amostra de sangue, o teste identifica os níveis do sistema complemento, que consiste em enzimas que agem como defesa contra infecções.

“Se um médico desconfia de deficiência imunológica, esses exames podem mostrar qual é o problema e qual é o tratamento mais assertivo para fortalecer o organismo e por isso são tão importantes na rotina de cuidados com a saúde”, finaliza a doutora.

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